terça-feira, 16 de maio de 2017

Antinômico Amazônico

O propósito desde trabalho é antagonizar duas distintas contradições: o BELO e o FEIO. Um ensaio sobre aquilo que representa a feiura contemporânea ornamentada pela concepção do belo, em uma cidade amazônica, região reconhecida pela sua beleza natural contrastada a degradação urbana cujos sintomas evidenciam-se a partir do conceito de feio. O trabalho teve sua realização amparada pelas duas concepções de estética, O Belo e O Feio, a partir das Obras de Umberto Eco: utilizando como principal recurso a fotografia, com intervenções para a composição de imagens pictóricas, que articulam a pintura tradicional/canônica/clássica com as fotografias depredatórias das cidades da região Amazônica, Brasil. A intenção das imagens é mostrar uma Amazônia urbana, aquela esquecida pelas gestões de administrações públicas, aquela que nunca é cartão-postal, que não é estampa capas de revistas, mas uma Amazônia antagônica, que possui problemas urbanos como: lixões e esgoto a céu aberto, lixeiras viciadas, a poluição dos rios, a morte da vida natural que se esvai como o chorume.
Jousefe Oliveira
The purpose since work is to antagonize two distinct contradictions: BEAUTIFUL and UGLY. An essay on what represents the contemporary ugliness adorned by the conception of the beautiful, in an Amazonian city, region recognized for its natural beauty contrasted with urban degradation whose symptoms are evidenced from the concept of ugly. The work was supported by the two conceptions of aesthetics, the beautiful and the ugly, from the works of Umberto Eco: using as main resource photography, with interventions for the composition of pictorial images, which articulate the traditional / canonical / With the predatory photographs of the cities of the Amazon region, Brazil. The intention of the images is to show an urban Amazon, that forgotten by the managements of public administrations, the one that is never postcard, that is not print covers of magazines, but an Amazon antagonistic, that has urban problems as: dumps and sewage to sky Open, vicious dumps, the pollution of rivers, the death of natural life that vanishes like slurry.
Jousefe Oliveira  
 





sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017


Gosto das cores descascando nas paredes
Parecem pinturas abstratas moldadas pelo tempo
Cada rachadura e ferrugem tem uma história a contar
Como pedaços de pergaminho que teimam em não sair do lugar
Marcas da memória
Marcas da história
Visto-me de bolhas e de cascas de tintas
Como um corpo envelhecendo em ruínas
Corpo é templo
Corpo é tempo
Vida é vento
Vou me decompondo
Descontente, vivendo
Contente, renascendo
Escrevendo em pele
As marcas, ser rebelde
Daquele que não se conforma
Recriando cores e formas.

Jousefe

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017


Levo por toda parte
Abro, fecho portas
Tranco-me, me solto
Liberto-me, esqueço de mim
Moto, casa, armário, portas e mais portas
Portais da realidade
Somos movidos a isso? quem sabe?
Das metáforas das portas da oportunidade
Já ficamos louco, estamos ficando na idade
As chaves aumentando
O chaveiro balançando
Feito instrumento musical
Quando perco, parece que perdi o juízo
Sensações de prejuízo
Por pouco não viro animal
Só me sinto seguro com ele
Fico desesperado sem ele
Prisão do qual levo
Liberdade nas mãos
Só falta acertar a direção.

Jousefe

terça-feira, 24 de janeiro de 2017


Já lhe falei sobre as nuvens
Admiro-as
São leves
Carregam chuva
Escondem o sol
Sinto também inveja
Pois a sua leveza
É algo que queria
Mas não tenho
E isso me causa tristeza
Sinto minha alma suja
Meus pensamentos pesados
Queria ter a leveza
Dormir quem sabe
Descarregar assim como as chuvas
Trovejar feito palavrões
Aliviar a tensão
De uma alma pesada
Que esmaga o coração
Acho que escrevendo
Como agora fazendo
Traz-me uma leve brisa
O mesmo vento
Que faz seguir as nuvens
Escrever então
É o empurrão
Que me faz seguir
Tropeçando
Recomeçando....

Jousefe

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Sefl aos avessos
Nego-me a mostrar o rosto
Negação do acaso
Nego ser igual aos outros
A tirar foto por gosto
Desejo ser o oposto
Reconheço sujeitos
Frente ou de costas
Quantas vezes
Os cabelos
As nucas
Nos fazem ser reconhecidos
Somos identidade
Nos fazemos em detalhe
As costas são
Retratos inversos
Da nossa versão
Viraram as costas pra mim
Viro as costas também
E assim
Sem começo,
Meio e fim
Quero ter
A mesma intenção
De ser reconhecido
Na multidão.

Jousefe


terça-feira, 17 de janeiro de 2017


Admiro aqueles que fumam
Dão-me um ar de que estão nem aí
Dão-me a sensação de serem corajosos
Fumar me parece ser belo
Como a de poetas bêbados
Apesar disso
Não me encorajo em fazer o mesmo
Sou um cagão
Fumar causa câncer
Um tumor maldito
No qual não pretendo ter
O maior medo é
De cair na depressão
Essa sensação ordinária
Do qual arranco pedaços de raízes
Que teimam em nascer
Eu (sujeito dos achismos)
Acho que porque penso muito
Dá vontade de fumar nessas horas
Mas como não tenho coragem
Vou fumando/cuspindo
Esse universo perverso
Que sou eu.

Jousefe

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017


Descobri que sou um sujeito instável.
Tristeza em uma hora, feliz na outra
Altos e baixos
Já vivo enjoado
Dá ânsia de vômito
Maldito zodíaco
Ser geminiano não estava nos meus planos
Tenho que ter forças
Senão a vida vira purgatório
Acho que até merceço
Quantos pecados já não cometi
E ainda cometo...

Jousefe

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

sonho maldito?


Tem sonhos que a gente não esquece
no meu caso, tem pesadelos que não esqueço
Não sei o certo se foi pesadelo
Só porque me causou medo
Acho que vou morrer
E ainda não irei compreender
Esses mistérios dos sonhos
De me ver com um vazio na cara
Acho ( lá vai eu como os meus "achismos")
Que devo ter uma alma vazia e negra
Isso me assusta ou me deixa admirado
As duas sensações me agradam.

Jousefe

terça-feira, 10 de janeiro de 2017


Esta fotografia saiu escura de propósito porque não quero que vocês vejam os meus medos!

Jousefe