Parecem pinturas abstratas moldadas pelo tempo
Cada rachadura e ferrugem tem uma história a contar
Como pedaços de pergaminho que teimam em não sair do lugar
Marcas da memória
Marcas da história
Visto-me de bolhas e de cascas de tintas
Como um corpo envelhecendo em ruínas
Corpo é templo
Corpo é tempo
Vida é vento
Vou me decompondo
Descontente, vivendo
Contente, renascendo
Escrevendo em pele
As marcas, ser rebelde
Daquele que não se conforma
Recriando cores e formas.
Jousefe

