sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017


Gosto das cores descascando nas paredes
Parecem pinturas abstratas moldadas pelo tempo
Cada rachadura e ferrugem tem uma história a contar
Como pedaços de pergaminho que teimam em não sair do lugar
Marcas da memória
Marcas da história
Visto-me de bolhas e de cascas de tintas
Como um corpo envelhecendo em ruínas
Corpo é templo
Corpo é tempo
Vida é vento
Vou me decompondo
Descontente, vivendo
Contente, renascendo
Escrevendo em pele
As marcas, ser rebelde
Daquele que não se conforma
Recriando cores e formas.

Jousefe

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017


Levo por toda parte
Abro, fecho portas
Tranco-me, me solto
Liberto-me, esqueço de mim
Moto, casa, armário, portas e mais portas
Portais da realidade
Somos movidos a isso? quem sabe?
Das metáforas das portas da oportunidade
Já ficamos louco, estamos ficando na idade
As chaves aumentando
O chaveiro balançando
Feito instrumento musical
Quando perco, parece que perdi o juízo
Sensações de prejuízo
Por pouco não viro animal
Só me sinto seguro com ele
Fico desesperado sem ele
Prisão do qual levo
Liberdade nas mãos
Só falta acertar a direção.

Jousefe