terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Já lhe falei sobre as nuvens
Admiro-as
São leves
Carregam chuva
Escondem o sol
Sinto também inveja
Pois a sua leveza
É algo que queria
Mas não tenho
E isso me causa tristeza
Sinto minha alma suja
Meus pensamentos pesados
Queria ter a leveza
Dormir quem sabe
Descarregar assim como as chuvas
Trovejar feito palavrões
Aliviar a tensão
De uma alma pesada
Que esmaga o coração
Acho que escrevendo
Como agora fazendo
Traz-me uma leve brisa
O mesmo vento
Que faz seguir as nuvens
Escrever então
É o empurrão
Que me faz seguir
Tropeçando
Recomeçando....
Jousefe
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Sefl aos avessos
Nego-me a mostrar o rosto
Negação do acaso
Nego ser igual aos outros
A tirar foto por gosto
Desejo ser o oposto
Reconheço sujeitos
Frente ou de costas
Quantas vezes
Os cabelos
As nucas
Nos fazem ser reconhecidos
Somos identidade
Nos fazemos em detalhe
As costas são
Retratos inversos
Da nossa versão
Viraram as costas pra mim
Viro as costas também
E assim
Sem começo,
Meio e fim
Quero ter
A mesma intenção
De ser reconhecido
Na multidão.
Jousefe
Nego-me a mostrar o rosto
Negação do acaso
Nego ser igual aos outros
A tirar foto por gosto
Desejo ser o oposto
Reconheço sujeitos
Frente ou de costas
Quantas vezes
Os cabelos
As nucas
Nos fazem ser reconhecidos
Somos identidade
Nos fazemos em detalhe
As costas são
Retratos inversos
Da nossa versão
Viraram as costas pra mim
Viro as costas também
E assim
Sem começo,
Meio e fim
Quero ter
A mesma intenção
De ser reconhecido
Na multidão.
Jousefe
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Admiro aqueles que fumam
Dão-me um ar de que estão nem aí
Dão-me a sensação de serem corajosos
Fumar me parece ser belo
Como a de poetas bêbados
Apesar disso
Não me encorajo em fazer o mesmo
Sou um cagão
Fumar causa câncer
Um tumor maldito
No qual não pretendo ter
O maior medo é
De cair na depressão
Essa sensação ordinária
Do qual arranco pedaços de raízes
Que teimam em nascer
Eu (sujeito dos achismos)
Acho que porque penso muito
Dá vontade de fumar nessas horas
Mas como não tenho coragem
Vou fumando/cuspindo
Esse universo perverso
Que sou eu.
Jousefe
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Descobri que sou um sujeito instável.
Tristeza em uma hora, feliz na outra
Altos e baixos
Já vivo enjoado
Dá ânsia de vômito
Maldito zodíaco
Ser geminiano não estava nos meus planos
Tenho que ter forças
Senão a vida vira purgatório
Acho que até merceço
Quantos pecados já não cometi
E ainda cometo...
Jousefe
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
sonho maldito?
Tem sonhos que a gente não esquece
no meu caso, tem pesadelos que não esqueço
Não sei o certo se foi pesadelo
Só porque me causou medo
Acho que vou morrer
E ainda não irei compreender
Esses mistérios dos sonhos
De me ver com um vazio na cara
Acho ( lá vai eu como os meus "achismos")
Que devo ter uma alma vazia e negra
Isso me assusta ou me deixa admirado
As duas sensações me agradam.
Jousefe
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Este
blog é uma válvula de escape da loucura que cerca este artista
desolado. É um diário aberto aos que desejam ver, como ferida
exposta ao vento, ainda não cicatrizado. Não se cura porque este
que se intitula artista cutuca sua ferida, arrancando os cascões,
como se gostasse de ver-se sangrando. Meus autorretratos diários no
qual proponho aqui demostrará a vida de uma pessoa que assim como
você ou a de qualquer outra pessoa, tem algumas semelhanças, como
quem percorre o mesmo corredor, mas onde cada um interpreta como o da
morte ou a de um jardim. Cada qual com suas dores e angustias. Quem
dera eu puder decifrar os pensamentos alheios, nem os meus eu
compreendo. Por isso retratar-me como quem se inscreve em pedaços de
papel, estetizando ( se isso é possível) a vida, os rostos nossos
de cada dia, tal como as fases de cada um de nós, nossas feições
modificando com tempo. Selfs aos avessos, dessa mania que temos na
modernidade, de se expor no qual dá na teia. Como uma necessidade,
uma fome de alguma coisa do qual ainda não sei o nome. Assusto-me
com que vejo, seja em mim ou em outros, a aparência de cada um, a
palavra ou o gesto reflete em minha face como espelho quebrado,
distorcendo, fragmentando, metamorfoseando em outra coisa assim como
descrevia Kafka em seus contos.
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